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Menopausa e Assoalho Pélvico: os Sinais que Você Não Deve Ignorar

  • Foto do escritor: Juliana Araújo
    Juliana Araújo
  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura

Dor durante a relação sexual, escapes de urina, sensação de peso na região pélvica. Muitas mulheres que chegam à menopausa convivem com um ou mais desses sintomas e, na maioria das vezes, recebem como resposta uma variação da mesma frase: "é normal para a sua idade." Não é. Tem explicação, tem nome e tem tratamento.


O que a Queda de Estrogênio Faz no Assoalho Pélvico

A transição hormonal da menopausa é conhecida principalmente pelos fogachos e pelas alterações no ciclo, mas o impacto vai muito além disso. O estrogênio é um hormônio que atua diretamente na qualidade dos tecidos pélvicos, influenciando a vascularização, a elasticidade das paredes vaginais e a força da musculatura do assoalho pélvico.


Com a queda progressiva desse hormônio, esses tecidos perdem hidratação natural, ficam mais finos e menos elásticos. A musculatura pélvica responde com redução de força e coordenação. O resultado prático aparece em forma de sintomas que muitas mulheres não associam à menopausa: incontinência urinária de urgência ou de esforço, dor ou desconforto na relação sexual, sensação de pressão ou peso na pelve e maior susceptibilidade a infecções urinárias recorrentes.


Nenhum desses sintomas precisa ser aceito como inevitável.


Fortalecer e Hidratar: uma Ação Dupla que Faz Diferença

O cuidado com o assoalho pélvico na menopausa envolve duas frentes que se complementam.


A primeira é o fortalecimento muscular direcionado, que recondiciona a musculatura pélvica para recuperar parte da força e da coordenação perdidas com a queda hormonal. Feito de forma progressiva e orientada, ele contribui diretamente para a redução dos escapes e da sensação de urgência urinária.


A segunda frente é a hidratação tecidual. A respiração diafragmática profunda, associada ao relaxamento consciente do assoalho pélvico, melhora a circulação local e favorece a lubrificação natural. Combinada ao uso de hidratantes vaginais indicados por profissional de saúde, essa abordagem reduz a secura e o desconforto durante a relação sexual de forma significativa.


As duas frentes juntas produzem resultados que nenhuma das duas alcançaria isoladamente.


Urgência, Escapes, Dor e Sensação de Peso Merecem Atenção

Esses quatro sinais aparecem com frequência em mulheres na menopausa e com frequência são normalizados, seja pela própria mulher, seja por profissionais de saúde que não especializam nessa área. A consequência é o adiamento de um cuidado que, quanto mais cedo começa, mais resultado produz.


A fisioterapia pélvica atua exatamente nesse ponto. Não substitui o acompanhamento ginecológico nem o tratamento hormonal quando indicado, mas oferece uma abordagem específica para a musculatura e os tecidos pélvicos que nenhuma outra especialidade cobre da mesma forma.


O que Acontece quando o Tratamento Começa

Na prática clínica, mulheres na menopausa que iniciam acompanhamento em fisioterapia pélvica relatam melhoras perceptíveis em poucas semanas, especialmente em relação ao desconforto na relação sexual e à urgência urinária. O ritmo varia de pessoa para pessoa, mas a direção é consistente: quem trata evolui. Quem espera, convive com sintomas que só tendem a se intensificar com o tempo.


Se você está passando pela menopausa e reconhece algum desses sinais no seu dia a dia, esse é o momento de buscar uma avaliação especializada. Compartilhe esse texto com amigas ou familiares que podem estar passando pela mesma situação sem saber que existe um caminho claro para se sentir melhor.


O primeiro passo é entender o que está acontecendo. O segundo é agir.

 
 
 

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