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Quando Começar a Fisioterapia Pélvica na Gestação? Entenda o Momento Ideal

  • Foto do escritor: Juliana Araújo
    Juliana Araújo
  • há 6 dias
  • 5 min de leitura

Não espere sentir dor: descubra por que iniciar a fisioterapia pélvica no início da gravidez traz mais benefícios


Você não precisa esperar sentir dor para começar a fisioterapia pélvica na gestação. Esse é um dos mitos mais comuns entre gestantes: acreditar que só devem procurar ajuda quando surgem desconfortos ou problemas. A verdade é que a fisioterapia pélvica é muito mais eficaz quando iniciada preventivamente, acompanhando toda a jornada gestacional desde as fases iniciais.


Por que começar cedo faz diferença?

Na prática clínica, quanto mais cedo começarmos, melhor o corpo responde às mudanças da gestação. O organismo passa por transformações profundas durante os nove meses de gravidez, hormônios, peso, centro de gravidade, sobrecarga articular, e preparar o corpo para essas mudanças é muito mais eficaz do que apenas tentar remediar problemas já instalados.


Iniciar a fisioterapia pélvica precocemente permite:

  • Prevenir dores lombares e pélvicas

  • Evitar ou minimizar a incontinência urinária

  • Preparar adequadamente o assoalho pélvico para o parto

  • Desenvolver consciência corporal desde cedo

  • Corrigir padrões posturais antes que causem dor

  • Fortalecer a musculatura de forma progressiva e segura

  • Reduzir o risco de diástase abdominal grave

  • Promover uma recuperação pós-parto mais rápida


Qual o momento ideal para começar?

Por isso, o ideal é iniciar a partir das 12 semanas de gestação. Esse período corresponde ao início do segundo trimestre, fase em que o risco de intercorrências do primeiro trimestre diminui significativamente e o corpo começa a demonstrar mudanças mais visíveis.


No entanto, é importante ressaltar que a fisioterapia pélvica pode ser iniciada em qualquer fase da gestação e sempre trará benefícios. Se você já está no segundo ou terceiro trimestre, não se preocupe, nunca é tarde para começar.


Fisioterapia pélvica trimestre a trimestre

A beleza do acompanhamento fisioterapêutico é que ele se adapta às necessidades de cada fase da gestação. O tratamento é dinâmico e respeita as particularidades de cada trimestre.


Primeiro trimestre e início do segundo (até 16 semanas): adaptação e consciência

No início, o foco é adaptação: respiração, postura e consciência do períneo. Nessa fase, o corpo ainda está se ajustando às mudanças hormonais, e muitas gestantes enfrentam enjoos e fadiga.


O trabalho fisioterapêutico inclui:

  • Respiração diafragmática: essencial para oxigenação, relaxamento e conexão com o assoalho pélvico

  • Consciência perineal: aprender a identificar, contrair e relaxar os músculos do assoalho pélvico

  • Orientações posturais: adaptações para o dia a dia e para o trabalho

  • Exercícios suaves: alongamentos e movimentos que preparam o corpo para as fases seguintes

  • Educação: entender as mudanças do corpo e como cuidar dele ao longo da gestação


Segundo trimestre (16 a 28 semanas): fortalecimento e prevenção

No segundo trimestre, avançamos no fortalecimento e na prevenção de dores e incontinência. Esse é um período de maior disposição para a maioria das gestantes, momento ideal para intensificar os exercícios.


O tratamento evolui para:

  • Fortalecimento do assoalho pélvico: exercícios progressivos para suportar o aumento de peso

  • Fortalecimento do core: músculos abdominais e lombares trabalham em conjunto

  • Prevenção de incontinência: técnicas de proteção do períneo nas atividades diárias

  • Controle da diástase: exercícios específicos para prevenir afastamento excessivo dos músculos abdominais

  • Alívio de dores: tratamento de desconfortos lombares, pélvicos ou nas pernas

  • Melhora da circulação: exercícios que reduzem inchaço e previnem varizes


Terceiro trimestre (28 semanas até o parto): preparação final

E no terceiro trimestre, o cuidado se volta à preparação para o parto. O corpo está em sua fase final de adaptação, e o foco principal é preparar o períneo e a musculatura para o momento do nascimento.


Nessa fase, trabalhamos:

  • Massagem perineal: técnica que aumenta a elasticidade e reduz risco de lacerações

  • Posições para o parto: treino de posições que facilitam a descida do bebê

  • Respiração para o trabalho de parto: técnicas específicas para cada fase do parto

  • Relaxamento do assoalho pélvico: aprender a soltar a musculatura durante a expulsão

  • Exercícios com bola suíça: mobilidade pélvica e conforto

  • Orientações finais: o que esperar no parto e como proteger o períneo


Acompanhamento individualizado e seguro

A fisioterapia pélvica acompanha toda a gestação, com segurança, individualização e respeito a cada fase da mulher. Cada gestante é única, com necessidades, histórico e objetivos diferentes. Por isso, o tratamento é sempre personalizado.


A fisioterapeuta considera:

  • Histórico obstétrico (primeira gestação, partos anteriores, cesáreas)

  • Condição física prévia

  • Presença de dores ou disfunções

  • Tipo de trabalho e rotina diária

  • Prática de atividade física

  • Objetivos para o parto (normal ou cesárea)

  • Condições clínicas específicas (diabetes gestacional, hipertensão, gestação gemelar)


Condutas seguras em todas as fases

Todos os exercícios e técnicas utilizados na fisioterapia pélvica gestacional são baseados em evidências científicas e totalmente seguros para mãe e bebê. A fisioterapeuta especializada conhece as limitações de cada fase e adapta o tratamento de acordo com a evolução da gestação.


Contraindicações absolutas são raras e incluem apenas situações específicas como sangramento ativo, risco de parto prematuro ou restrição médica. Na maioria dos casos, a fisioterapia não só é segura como é altamente recomendada.


Benefícios que vão além da gestação

Respiração, postura, fortalecimento, prevenção de dores e preparo para o parto fazem parte desse cuidado consciente. Mas os benefícios vão além dos nove meses de gestação:

  • Recuperação pós-parto mais rápida

  • Menor risco de incontinência no puerpério

  • Melhor cicatrização perineal

  • Retorno mais seguro à atividade física

  • Menor incidência de depressão pós-parto (devido à melhora da autoestima e controle corporal)

  • Maior confiança para cuidar do bebê sem dores


Como iniciar a fisioterapia pélvica na gestação

Se você está gestante ou planejando engravidar, converse com seu obstetra sobre a fisioterapia pélvica. A maioria dos médicos recomenda e apoia esse acompanhamento, reconhecendo seus benefícios comprovados.


Em seguida, procure um fisioterapeuta especializado em saúde da mulher e assoalho pélvico, com experiência em gestantes. A frequência das sessões varia de acordo com cada caso, mas geralmente são recomendados encontros semanais ou quinzenais.

Muitas gestantes também se beneficiam de aulas em grupo, que além dos exercícios proporcionam troca de experiências e apoio emocional com outras mulheres na mesma fase.


Não espere a dor aparecer

A filosofia da fisioterapia pélvica gestacional é preventiva. Você não precisa esperar sentir dor para cuidar do seu corpo na gestação. Quanto antes iniciar, mais preparada estará para viver a gravidez com conforto, segurança e tranquilidade.


A gestação é um momento especial que merece ser vivido plenamente, sem dores desnecessárias ou preocupações que podem ser evitadas. A fisioterapia pélvica oferece esse cuidado integral, respeitando seu corpo e preparando você para a maternidade.


Invista em você. Invista em uma gestação saudável. Seu corpo e seu bebê agradecem.


✨ Se você está gestante ou planejando engravidar, procure um fisioterapeuta especializado em saúde da mulher para saber quando iniciar a fisioterapia pélvica.


Esse cuidado pode transformar sua experiência gestacional.

 
 
 

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